
Laughing with your pretty mouth
[Andrea] Laughing with your broken eyes
[Bono] Laughing with your lover’s tongue
[Both] In a lullaby
Where do you go when you’re lonely?
Where do you go when you’re blue?
Where do you go when you’re lonely ?
I’ll follow you...
(When the stars go blue, The Corrs & Bono)
Vou deixar as metáforas e os contos de lado por uns tempos. Hoje estou aqui para jogar conversa fora. Sim, este é, assumidamente, um texto descartável. Que se lê (ou não) e deita no lixo. Não vem daí mal nenhum ao mundo.
Aliás, se eu fosse um gajo realmente esperto, assumia com mais naturalidade o meu lado fútil e deixava-me de tretas. Tinha-me poupado, por exemplo, a uma chatice monumental na passada sexta-feira. Como vem sendo hábito, fui ao cinema. Hesitei entre dois filmes, mas acabei por me decidir por Still Life- Natureza Morta, pois imaginei que estivesse prestes a sair de cartaz. Tinha visto a apresentação, lido uma ou outra coisa a respeito e fiei-me na minha boa experiência com cineastas chineses da nova vaga ― foi este mesmo espírito curioso que me levou, anos atrás, a descobrir nomes hoje consagrados como o realizador Zhang Yimou (preferia a simplicidade de um Trigo Vermelho ou Ju Dou às tropelias virtuais de agora, mas enfim…) e a encantar-me com a beleza da então ainda desconhecida Gong Li.
Asneira da grossa. O filme foi penoso do princípio ao fim. Para me redimir, castiguei-me nessa mesma noite ― sim, porque há muito que deixei de sair para a night à sexta, agora só vou arrastado; prefiro outros dias da semana para sair ― e decidi ver A Ilha ― esse mesmo que estão a pensar, com os perfeitinhos Ewan McGregor e Scarlett Johansson ―, que passava na TV Cabo. Não gasto dinheiro para ver este tipo de filmes, mas se passa numa televisão perto de mim ― e não tenho nada melhor para fazer, como era o caso ―, podem apostar que me pespego ao ecrã. À partida, a ideia até não é má, mas não tardei a constatar o óbvio: enredo inverosímil, efeitos especiais a mais e planos demorados, bem demorados, nos dois bonecos. Okay, aquelas carinhas larocas não ofendem a vista.
Devo dizer que Ewan McGregor, que prefiro recordar em filmes como Trainspotting, Moulin Rouge ou Big Fish, não é bem my cup of tea… Em A Ilha, facto raro, o rapaz não baixa as calças uma única vez. Não, não estou a ser mau, ele é que gosta de apregoar que não se importa nada de tirar a roupa no grande ecrã (suponho que na intimidade também não se faça rogado). Quem já teve a oportunidade de conferir o dote do escocês (só para citar os mais óbvios: Young Adam ou The Pillow Book), percebe de onde lhe vem tão grande à-vontade.
Mais uma razão para tirar o chapéu ao Enrique – esse mesmo, o Iglesias, aquele bonitinho mas com voz de cachorro desmamado. Li, não sei onde ― até sei, mas tenho vergonha de o dizer… ―, que o rapaz voltou a insistir recentemente que, passo a citar, “Se pudesse, mudava o meu pénis, porque é muito pequeno”. Se é ou não propaganda enganosa, não sei ― também convinha saber o que ele entende por “muito pequeno”, não vá eu e mais alguns largos milhões de homens andarmos enganados este tempo todo! ―, mas é preciso ter cojones para o repetir num mundo onde ainda impera a lei da fita métrica e a máxima “o meu é maior do que o teu”. A ser verdade, o rapaz deve saber, pelo menos, o que faz com o pouco que tem, pois da boca da Kournikova se sai um “ai”, nunca é para recriminá-lo…
Bom, já que comecei, perdido por cem, perdido por mil. Numa outra revista, lá está George Michael ― garanto-vos que não é quando vou cortar o cabelo que leio estas coisas; quem não percebeu a piada, que procure um post antigo onde apresento o Rui; acrescento apenas que o Rui não só se ajeita bem com a tesoura, como também tem umas mãos de fada e sabe fazer umas excelentes massagens no couro cabeludo; está-me a sair melhor do que a encomenda! Não fui ao concerto no mês passado, mas já sei que deixou a comunidade gay aqui do pedaço em êxtase. Pessoalmente, acho que o Jorge Miguel já teve melhor ar, mas com a vida que o rapaz leva, não admira. Última pérola do cantor: “O mundo seria um lugar melhor se mais pessoas fumassem haxixe”. Até é capaz de ter razão, mas eu tenho cá as minhas sérias dúvidas a avaliar pelas broncas que ele tem armado nos últimos tempos…
Parece que na Polónia só agora deram pelos Teletubbies. Querem suspender a série infantil porque andam muito desconfiados do que possa estar a fazer à cabecinha das crianças polacas (polonesas). Tudo isto porque o Tinky Winky resolveu aparecer de malinha encarnada na mão num dos episódios... Será que na Polónia ainda não ouviram falar em metrossexuais e não sabem que o roxo e o encarnado até estão na moda? Cá para mim, os produtores da série, em vez de andarem a passar mensagens encapotadas, deviam logo era escancarar que o bicho é bicha e ficava o caso arrumado. Com a febre do politicamente correcto, até os polacos da vida iam engolir em seco e “aplaudir” o carácter didáctico da iniciativa.
E se lhes faltarem ideias para fazer o Tinky Winky sair do armário em grande estilo, é só esperar pelo próximo álbum da Kylie Minogue. O produtor da cantora, Calvin Harris, anda a prometer o maior " tema gay pop" da história, pois, segundo ele, "Essa canção vai soar como se 500 homens tirassem a camiseta e mostrassem os seus corpos enquanto dançam. É sexy e erótico. E por isso será um grande tema do gay pop". Ao menos assim, o Tinky Winky ficaria mal falado, mas teria algum proveito. Porque, convenhamos, andar a rodar bolsinha por ai não está com nada.
Acho que já me enxovalhei o suficiente por hoje.








